22/04/2019

O que você precisa saber sobre IoT (Internet of Things)

Atualmente, falamos muitos sobre IoT, porém realmente conhecemos IoT e suas possibilidades? Assim, neste artigo venho dar uma breve introdução sobre o que é, como funciona, mercado e aonde podemos chegar.

O termo IoT é a abreviação de “INTERNET OF THINGS”, em português conhecido como internet das coisas. O conceito sobre IOT vem sendo desenvolvido há décadas, entretanto, somente em 1999 o termo foi criado por Kevin Ashton.

Internet das coisas são dispositivos conectados entre si, podendo ser, por exemplo, uma pessoa, um animal, um automóvel, ou qualquer “coisa” que esteja devidamente conectado.

Como funciona IoT?

Pense da seguinte maneira: você chega em sua residência e deixa o portão da sua casa aberto. Você entra em casa e liga a tv, nesse meio tempo a tv te avisa que o portão está aberto e irá fechar para você. Ou então, você começa esquentar um café e a torradeira automaticamente pergunta se vai querer um pãozinho para acompanhar.

São exemplos simples, porém práticos da utilização de IoT no dia a dia. E vamos muito além disso. Atualmente a comunicação entre dispositivos IoT é feita de diversas formas, a mais mencionada é RFID (radio frequency identification).

Um exemplo da utilização de etiquetas RFID é uma geladeira IoT. Esta, efetuaria a leitura dos produtos, registraria estes e avisaria datas como vencimento, outras infinitas possibilidades.

E o mercado, como fica?

Na espera global, hoje temos em torno de 6 bilhões de dispositivos conectados a internet. Além disso, uma breve projeção é que em 2020 chegará à marca dos 50 bilhões. Dessa maneira, estima-se que em sete anos, IoT no brasil movimentará R$ 200 bilhões, em torno de 10% do PIB nacional.

Com isso, temos infinitas possibilidades de mercado, principalmente na área de marketing, saúde, terminais de autoatendimento, rural, cidades entre outros.

Este ano de 2019, o BNDES irá investir em 15 projetos de IoT que são:

Saúde

• Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar): monitoramento do estoque e automação dos pedidos de reposição de cilindros de oxigênio, vigilância do consumo e registro da posologia.

• Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP): monitoramento dos ativos hospitalares; 2 -Triagem de retinopatia diabética por tele oftalmologia.

• Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC): monitoramento remoto para controle de sepse em crianças com câncer; e monitoramento remoto aplicado à qualidade do sono.

• Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio): desenvolvimento de soluções para um “Hospital Digital” envolvendo gestão automatizada e inteligente de ativos, pacientes, agentes de saúde, procedimentos e prontuários.

• Rede Nacional de Pesquisa (RNP): monitoramento remoto de crianças e adolescentes com obesidade.

• Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS): monitoramento remoto de pacientes com hipertensão.

• Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD): otimização no uso de máquinas agrícolas, monitoramento pluviométrico , gestão de pragas e técnicas de pecuária de precisão para o bem-estar de bovinos.

• Embrapa Informática: gestão de pragas e maquinário, monitoramento de bem-estar animal na bovinocultura de leite e utilização de sistemas de IoT para integração lavoura-pecuária-floresta.

• Fundação para Inovações Tecnológicas (Fitec): plataforma integrada de dados (clima, solo, manejo, máquinas, eficiência energética e eficiência hídrica) para monitoramento e recomendações sobre o uso de recursos naturais, insumos e maquinário.

• Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio): otimização de recursos energéticos, recursos naturais, insumos agrícolas, maquinário agrícola, além de soluções voltadas ao pequeno produtor agrícola.

Cidades

• Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD): uso de câmeras e visão computacional para segurança pública; predição avançada do clima; provimento do serviço de veículos elétricos compartilhados; e plataforma completa de telegestão para iluminação pública. Município: Campinas, SP;

• Fundação Instituto Nacional de Telecomunicações (Finatel): implantação de telegestão na rede de iluminação inteligente e integração com videomonitoramento para segurança pública. Municípios: Santa Rita do Sapucaí, MG; Caxambu, MG; e Piraí, RJ;

• Fundação para Inovações Tecnológicas (Fitec): implantação de rede de iluminação pública habilitadora de soluções de IoT, tais como lixeiras inteligentes, videomonitoramento para segurança pública, defesa civil e parquímetros eletrônicos. Município: Mar de Espanha, MG;

• Instituto Atlântico: implantação de redes de iluminação pública habilitadoras de soluções de IoT, visando à redução do tempo de deslocamento, aumento da atratividade de transportes públicos e o aumento da capacidade de vigilância para segurança pública. Municípios: Fortaleza e Juazeiro do Norte, CE; e Petrópolis, RJ;

• Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC): utilização de single board para controle inteligente da rede semafórica e monitoramento de crimes e ameaças à segurança urbana. Município: São Paulo/SP.

Somente estes projetos somam o total de R$ 88 milhões em investimento. Nesse sentido, aonde podemos chegar cabe a cada um de nós desenvolver cada vez mais ‘skills’ nessa área. Embora não seja tão nova, ainda anda a pequenos passos e que tem espaço para todo mundo.

Segundo informações de IT Forum 365