26/08/2019

Aumenta número de robôs: mercado de automação tem alta mundial em 2019

Em 2019 houve um aumento de mais de 18% no fundo composto por 90 empresas de ponta na indústria de robótica, automação e inteligência artificial – o ROBO Global’s Robotics and Automation Index ETF, primeiro índice de benchmark do mundo a rastrear empresas do segmento.

O ganho do fundo no ano representa uma tendência de um momento decisivo para a indústria robótica na economia mundial. Este, corresponde a quase 35% do ganho total do ETF acumulado desde o seu lançamento em 2013. O uso de robôs no mundo aumentou três vezes nas últimas duas décadas de acordo com relatório da Oxford Economics. A previsão é de que 20 milhões de robôs estejam em uso industrial até 2030 .

O brasileiro especialista em automação industrial, Marcelo Miranda, explica que os próximos anos devem ser de mudanças tecnológicas que mudarão o modo de operar das empresas. “Estamos à beira de uma transformação globalizada que irá mudar a economia como um todo. Por meio da combinação de tecnologias como Automação, Inteligência artificial, Internet das coisas, Manufatura Aditiva e Manufatura Customizada, os fabricantes poderão criar novos modelos de negócios, mais produtivos, seguros e menos onerosos devido à alta capacidade de otimização dos processos”, explica o especialista, que atua no mercado há mais de 30 anos e é CEO da Accede Automação Industrial.

Economia Mundial

Ainda de acordo com o levantamento da Oxford, até 2030 os robôs se tornarão 8,5% da força de manufatura global. 20 milhões de máquinas estarão em uso, somente a China terá cerca de 14 milhões de robôs de fabricação por exemplo. Atualmente, o país asiático detém grande parte dos robôs em atividade no mundo: quase 20% do total.

“Já estamos vivendo a chegada do futuro e na próxima década isso será ainda mais palpável. No cotidiano industrial, empresas globalizadas terão automação de ponta e inteligência artificial. Diferentes segmentos de produção serão cada vez mais impactados pela robótica e pela inteligência artificial. Automação logística, segurança e vigilância são setores de grande destaque de robotização, além das áreas que envolvem a manufatura e que atualmente já contam com robôs em operação”, acrescenta Miranda.

O estudo prevê que, se houver aumento de 30% nos robôs, isso adicionaria U$ 5 trilhões ao PIB global. Assim, segundo a Oxford, isso equivale a aumentar a economia global em US $ 4,9 trilhões até 2030 (em preços atuais). O equivalente a uma economia maior do que a projetada para a Alemanha.

Novos empregos na área de automação

A chegada do maquinário tecnológico levanta debates comuns em diferentes partes do mundo. Entre os pontos abordados em perspectiva mundial, por exemplo, o futuro dos empregos. De acordo com dados do relatório The Future of Jobs, publicado recentemente pelo Fórum Econômico Mundial, quase 50% das empresas esperam que a automação leve a alguma redução de sua força de trabalho de tempo integral até 2022.

Entretanto, a expectativa para o futuro dos empregos ainda é positiva. A partir de uma nova divisão do trabalho, poderão ser criados assim 133 milhões de novos postos até 2022. “Devido ao grande número de máquinas sendo implementadas nos processos produtivos, haverá uma mudança estrutural na relação entre empregos e mercado. Podemos esperar uma nova categoria de trabalho, baseada em qualificação e educação. Essa mudança, acredito, também ajudará o homem a ocupar posições mais favoráveis e diminuir o trabalho repetitivo, insalubre, monótono e muitas vezes isolado, sem convívio social durante o expediente. Muito além da força, a inteligência humana será mais valorizada”, argumenta Marcelo Miranda.

Nova relação homem x máquina

O especialista comenta que muitos trabalhadores exercem suas atividades isolados do convívio com outros trabalhadores. E, ainda assim, em muitos casos repetindo tarefas que demandam baixa ou quase nenhuma necessidade de raciocínio. Isso afeta por exemplo a motivação do trabalhador diariamente e é um desperdício da capacidade humana. Segundo ele, as novas tecnologias podem substituir esse tipo de função, proporcionando por exemplo a oportunidade de migração da mão de obra para atividades onde pensar e tomar decisões sejam passos relevantes do processo.

“Um exemplo de atividade que isola o trabalhador é a função de “Picker” ou “Pegador”. Essa tarefa, na logística e no comércio, exige que o trabalhador obedeça a uma máquina (computador) e vá aos locais onde estão os produtos, apanhe-os e coloque-os em cestos, devendo fazê-lo num período cronometrado e altamente controlado. Robôs logísticos e manipuladores podem executar tarefas assim e, ao contrário do que parece à primeira vista, esse tipo de mudança não elimina o emprego do trabalhador e sim possibilita uma mudança no uso da força de trabalho, abrindo novas oportunidades e até novas profissões”, explica Miranda.

Futuro dos trabalhos com a automação

O relatório The Future of Jobs comprova que, de fato, alguns postos de trabalho serão extintos com o incremento da automatização: 75 milhões de empregos poderão ser substituídos, mas sem causar estranhamento. Miranda explica assim que as mudanças são graduais e já podem ser percebidas no cotidiano. “Aos poucos você consegue notar uma nova função surgindo em uma empresa e outras que já não fazem mais sentido. Robôs e máquinas já estão trabalhando ao nosso lado, mudando a maneira como vivemos e trabalhamos. Os robôs colaborativos, nome dado à categoria que pode trabalhar seguramente ao nosso lado, estão cada vez mais em uso. Essa nova maneira de trabalho colaborativo divide as tarefas aproveitando o que homem e máquina fazem de melhor”, finaliza.

Segundo informações de TI Inside

Já conhece a NHS? Com 30 anos de atuação, a NHS é líder de mercado na Região Sul do Brasil. A empresa está entre os três fabricantes preferidos pelo mercado industrial nas categorias de nobreaks, atingindo altos índices de satisfação de clientes. Clique aqui e saiba mais!